Depois de sete anos de pesquisa, cientistas da Universidade de Maryland, nos EUA, conseguiram medir esses impulsos elétricos com sensores colados à pele, sem inserir eletrodos no cérebro ou na medula espinhal, como era feito antigamente.
Pela nova técnica, enquanto uma pessoa digita, por exemplo, a atividade é do cérebro é registrada digitalmente, acionando um dedo eletrônico. Em alguns meses, isso já será feito sem a pessoa usar o dedo. Ela irá pensar em qual botão irá apertar, e o equipamento irá obedecer.
Dentro de três a cinco anos, os pesquisadores pretendem sair da fase de testes e desenvolver equipamentos para quem sofreu paralisia. No futuro, pessoas poderão operar equipamentos, como um computador ou uma cadeira de rodas elétrica, usando apenas a força do pensamento.
Os principais beneficiados, segundo o professor mexicano José Contreras-Vidal, um dos autores da pesquisa, serão os que sofreram um derrame, tiveram um braço amputado ou que sofrem de mal de Parkinson.
FONTE: G1
"Mundo da ciência" é um blog destinado à divulgação e discussão de assuntos referentes aos principais acontecimentos que envolvem a ciência.
MUNDO DA CIÊNCIA
terça-feira, 2 de março de 2010
Exposição a pesticida muda sexo de rãs
Um estudo publicado nesta semana verificou que a exposição a um pesticida comum pode levar rãs do sexo masculino a mudarem de sexo, tornando-as capaz de se relacionar com outros machos e a botar ovos viáveis.
O estudo, publicado pela revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences", se concentrou sobre o herbicida atrazina, amplamente usado em plantações de milho e cana-de-açúcar há várias décadas.
Segundo os pesquisadores, da Universidade da Califórnia, as rãs macho expostas ao pesticida sofreram com redução de testosterona, diminuição do tamanho das glândulas reprodutoras, desenvolvimento feminizado da laringe, supressão do comportamento de reprodução, redução da produção de espermatozoides e queda na fertilidade.
Em 10% das rãs estudadas, houve uma mudança completa de sexo após a exposição ao químico. Estudos anteriores com pássaros, peixes, camundongos e mesmo rãs já haviam identificado o desenvolvimento de indivíduos hermafroditas (características de ambos os sexos) após a exposição a pesticidas, mas esta é a primeira vez que um estudo verifica uma mudança de sexo total.
Segundo o pesquisador Tyrone Hayes, coordenador do estudo, os resultados podem ajudar a explicar o declínio da população de rãs em todo o mundo.
FONTE: G1
O estudo, publicado pela revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences", se concentrou sobre o herbicida atrazina, amplamente usado em plantações de milho e cana-de-açúcar há várias décadas.
Segundo os pesquisadores, da Universidade da Califórnia, as rãs macho expostas ao pesticida sofreram com redução de testosterona, diminuição do tamanho das glândulas reprodutoras, desenvolvimento feminizado da laringe, supressão do comportamento de reprodução, redução da produção de espermatozoides e queda na fertilidade.
Em 10% das rãs estudadas, houve uma mudança completa de sexo após a exposição ao químico. Estudos anteriores com pássaros, peixes, camundongos e mesmo rãs já haviam identificado o desenvolvimento de indivíduos hermafroditas (características de ambos os sexos) após a exposição a pesticidas, mas esta é a primeira vez que um estudo verifica uma mudança de sexo total.
Segundo o pesquisador Tyrone Hayes, coordenador do estudo, os resultados podem ajudar a explicar o declínio da população de rãs em todo o mundo.
FONTE: G1
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Células-tronco para doenças renais
Por Alex Sander Alcântara
Agência FAPESP – O tratamento atual das doenças renais crônicas se resume à terapia de hemodiálise ou ao transplante. Mas, de acordo com estudos apresentados durante a 24ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), realizada em Águas de Lindoia (SP) no mês passado, portadores de insuficiência renal poderão, no futuro próximo, contar com alternativas mais simples e eficazes no combate à doença.
No simpósio em que se discutiu o uso de células-tronco para o tratamento de portadores de doença renal crônica, os trabalhos projetaram possibilidades concretas, como o estudo coordenado pela nefrologista Lúcia Andrade, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Após introduzir células-tronco retiradas da medula óssea de ratos saudáveis em outros com insuficiência renal, a técnica gerou uma reversão do quadro da doença. Os resultados sugerem que as células-tronco, provenientes de animais adultos, são capazes de prevenir e até mesmo de regenerar a função e o tecido renal. Se resultados similares fossem obtidos em humanos, o método poderia, por exemplo, dispensar a diálise.
“O que fizemos até o momento é tudo experimental, em modelo de doença renal crônica em ratos. Agora, estamos propondo começar a fazer estudos terapêuticos com cães”, disse Lúcia à Agência FAPESP. O estudo tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.
O grupo utilizou roedores que passaram por cirurgias para simular a doença. Na simulação, os animais ficaram com apenas 20% da função renal. Foram aplicadas duas estratégias diferentes de tratamento. Duas semanas depois da cirurgia, um grupo de ratos recebeu uma injeção com 2 milhões de células-tronco na corrente sanguínea e outro recebeu três aplicações.
Agência FAPESP – O tratamento atual das doenças renais crônicas se resume à terapia de hemodiálise ou ao transplante. Mas, de acordo com estudos apresentados durante a 24ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), realizada em Águas de Lindoia (SP) no mês passado, portadores de insuficiência renal poderão, no futuro próximo, contar com alternativas mais simples e eficazes no combate à doença.
No simpósio em que se discutiu o uso de células-tronco para o tratamento de portadores de doença renal crônica, os trabalhos projetaram possibilidades concretas, como o estudo coordenado pela nefrologista Lúcia Andrade, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Após introduzir células-tronco retiradas da medula óssea de ratos saudáveis em outros com insuficiência renal, a técnica gerou uma reversão do quadro da doença. Os resultados sugerem que as células-tronco, provenientes de animais adultos, são capazes de prevenir e até mesmo de regenerar a função e o tecido renal. Se resultados similares fossem obtidos em humanos, o método poderia, por exemplo, dispensar a diálise.
“O que fizemos até o momento é tudo experimental, em modelo de doença renal crônica em ratos. Agora, estamos propondo começar a fazer estudos terapêuticos com cães”, disse Lúcia à Agência FAPESP. O estudo tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.
O grupo utilizou roedores que passaram por cirurgias para simular a doença. Na simulação, os animais ficaram com apenas 20% da função renal. Foram aplicadas duas estratégias diferentes de tratamento. Duas semanas depois da cirurgia, um grupo de ratos recebeu uma injeção com 2 milhões de células-tronco na corrente sanguínea e outro recebeu três aplicações.
‘Transplante descartável’ de fígado é bem-sucedido nos Estados Unidos
Jonathan Nunez tinha 8 meses de idade quando um transplante de fígado salvou sua vida. Três anos depois, seu corpo rejeitou o transplante, atacando-o de forma tão violenta que o órgão foi desgastado e desapareceu, mal deixando rastro.
O resultado, aparentemente um desastre, era exatamente o que os médicos esperavam. Eles tinham, propositadamente, interrompido o remédio antirrejeição porque Jonathan já não precisava mais do órgão transplantado. Seu próprio fígado tinha se regenerado – exatamente como esperado.
Jonathan, um garotinho de 4 anos com um sorriso tímido e apaixonado por dinossauros, faz parte de um pequeno grupos de crianças nos Estados Unidos que passaram por um tipo bastante incomum de cirurgia de transplante, uma operação que – para as poucas pessoas elegíveis – oferece uma vantagem tremenda: uma vida normal, livre de remédios contra rejeição que suprimem o sistema imunológico e aumentam o risco de infecções, câncer e outros problemas. Normalmente, pacientes de transplante devem tomar essas drogas poderosas por toda a vida.
FONTE:G1.COM
O resultado, aparentemente um desastre, era exatamente o que os médicos esperavam. Eles tinham, propositadamente, interrompido o remédio antirrejeição porque Jonathan já não precisava mais do órgão transplantado. Seu próprio fígado tinha se regenerado – exatamente como esperado.
Jonathan, um garotinho de 4 anos com um sorriso tímido e apaixonado por dinossauros, faz parte de um pequeno grupos de crianças nos Estados Unidos que passaram por um tipo bastante incomum de cirurgia de transplante, uma operação que – para as poucas pessoas elegíveis – oferece uma vantagem tremenda: uma vida normal, livre de remédios contra rejeição que suprimem o sistema imunológico e aumentam o risco de infecções, câncer e outros problemas. Normalmente, pacientes de transplante devem tomar essas drogas poderosas por toda a vida.
FONTE:G1.COM
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
AIDS PODE SER ERRADICADA EM 40 ANOS
Cientistas afirmam que o uso em massa de antirretrovirais que compõem o coquetel contra a aids pode erradicar a doença em 40 anos. Segundo os pesquisadores, testar todas as pessoas com risco de infecção e dar medicação para todos os casos de HIV são ações que interromperiam 95% da transmissão do vírus em 5 anos. Atualmente, a aids mata dois milhões de pessoas por ano.
"Se utilizarmos os antirretrovirais eficientemente é possível conter o contágio em cinco anos. Os antirretrovirais no mercado são muito eficazes e produzem poucos efeitos colaterais, mas o problema é que os utilizamos apenas para salvar a vida das pessoas infectadas e não para frear a pandemia", explicou o autor do estudo, Brian Williams, no congresso anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência em San Diego, Califórnia.
Segundo o epidemiologista sul-africano, os antirretrovirais permitem reduzir a concentração do vírus HIV no sangue em 10 mil vezes. Esta forte redução da carga viral faz com que o risco de transmissão do vírus seja 20 vezes menor.
A proposta do epidemiologista será testada em 2011 em um estudo clínico que acompanhará milhares de pessoas na África do Sul, em região com alta incidência de HIV e aids. A pesquisa não será a única: os EUA farão estudo semelhante.
"Nossa melhor esperança a curto prazo é a de utilizar os antirretrovirais não só para salvar pacientes, mas também para reduzir a transmissão do HIV. Acredito que com essa medida podemos efetivamente parar a transmissão", disse o pesquisador. Ele argumenta que o "bloqueio da transmissão só pode ser feito com um programa ou serviço de testes exaustivos, seguido de um tratamento rápido com antirretrovirais a todos com diagnóstico para HIV positivo".
Na prática, usar camisinha ainda é a melhor opção
Para o governo brasileiro, há grandes obstáculos para a erradicação se tornar realidade. "Na prática, é melhor indicar o uso do preservativo", afirma a diretora do Departamento Nacional de DST e aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.
Segundo ela, faltam antirretrovirais para os 33 milhões de infectados no mundo. "Para ocorrer a erradicação, seria preciso descobrir todos os infectados, ter antirretrovirais para todos e fazer com que cada um tome todas as doses de remédios nas horas certas por muitos anos", afirma, acrescentando que dos 10 milhões de pessoas com Aids no mundo, apenas 4 milhões têm acesso a remédios hoje.
Ela lembra ainda que os efeitos colaterais da droga são fortes e, por isso, seria questionável indicá-la para pacientes que ainda não precisam da medicação.
Fonte: Portal Terra
"Se utilizarmos os antirretrovirais eficientemente é possível conter o contágio em cinco anos. Os antirretrovirais no mercado são muito eficazes e produzem poucos efeitos colaterais, mas o problema é que os utilizamos apenas para salvar a vida das pessoas infectadas e não para frear a pandemia", explicou o autor do estudo, Brian Williams, no congresso anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência em San Diego, Califórnia.
Segundo o epidemiologista sul-africano, os antirretrovirais permitem reduzir a concentração do vírus HIV no sangue em 10 mil vezes. Esta forte redução da carga viral faz com que o risco de transmissão do vírus seja 20 vezes menor.
A proposta do epidemiologista será testada em 2011 em um estudo clínico que acompanhará milhares de pessoas na África do Sul, em região com alta incidência de HIV e aids. A pesquisa não será a única: os EUA farão estudo semelhante.
"Nossa melhor esperança a curto prazo é a de utilizar os antirretrovirais não só para salvar pacientes, mas também para reduzir a transmissão do HIV. Acredito que com essa medida podemos efetivamente parar a transmissão", disse o pesquisador. Ele argumenta que o "bloqueio da transmissão só pode ser feito com um programa ou serviço de testes exaustivos, seguido de um tratamento rápido com antirretrovirais a todos com diagnóstico para HIV positivo".
Na prática, usar camisinha ainda é a melhor opção
Para o governo brasileiro, há grandes obstáculos para a erradicação se tornar realidade. "Na prática, é melhor indicar o uso do preservativo", afirma a diretora do Departamento Nacional de DST e aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.
Segundo ela, faltam antirretrovirais para os 33 milhões de infectados no mundo. "Para ocorrer a erradicação, seria preciso descobrir todos os infectados, ter antirretrovirais para todos e fazer com que cada um tome todas as doses de remédios nas horas certas por muitos anos", afirma, acrescentando que dos 10 milhões de pessoas com Aids no mundo, apenas 4 milhões têm acesso a remédios hoje.
Ela lembra ainda que os efeitos colaterais da droga são fortes e, por isso, seria questionável indicá-la para pacientes que ainda não precisam da medicação.
Fonte: Portal Terra
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Chá 'Santo Daime' tem pouco poder de causar dependência, diz especialista
O chá alucinógeno ayahuasca, conhecido popularmente como “Santo Daime”, é empregado em rituais de várias religiões que surgiram na Amazônia e se difundiram pelo Brasil. A bebida ganhou destaque nos últimos dias por causa da regulamentação, pelo governo federal, do uso do chá em cerimônias religiosas, e despertou uma questão: é seguro, para a saúde, ingerir ayahuasca?
Para o médico Elisaldo de Araújo Carlini, a resposta é positiva. Consumido dentro de centros religiosos, o chá não apresenta grandes riscos. “É um uso aceitável, como o álcool”, explica. Segundo ele, há poucas chances de os bebedores do chá desenvolverem dependência. “As drogas alucinógenas que induzem alucinação mental têm pouco poder de indução de dependência. É muito diferente do crack, cocaína e heroína, por exemplo
Iberê Thenório
Do G1, em São Paulo
Para o médico Elisaldo de Araújo Carlini, a resposta é positiva. Consumido dentro de centros religiosos, o chá não apresenta grandes riscos. “É um uso aceitável, como o álcool”, explica. Segundo ele, há poucas chances de os bebedores do chá desenvolverem dependência. “As drogas alucinógenas que induzem alucinação mental têm pouco poder de indução de dependência. É muito diferente do crack, cocaína e heroína, por exemplo
Iberê Thenório
Do G1, em São Paulo
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Physiological and pathological roles for microRNAs in the immune system
Top of pageAbstractMammalian microRNAs (miRNAs) have recently been identified as important regulators of gene expression, and they function by repressing specific target genes at the post-transcriptional level. Now, studies of miRNAs are resolving some unsolved issues in immunology. Recent studies have shown that miRNAs have unique expression profiles in cells of the innate and adaptive immune systems and have pivotal roles in the regulation of both cell development and function. Furthermore, when miRNAs are aberrantly expressed they can contribute to pathological conditions involving the immune system, such as cancer and autoimmunity; they have also been shown to be useful as diagnostic and prognostic indicators of disease type and severity. This Review discusses recent advances in our understanding of both the intended functions of miRNAs in managing immune cell biology and their pathological roles when their expression is dysregulated
NATURE
NATURE
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Testes com células-tronco em humanos estão próximos!
Os primeiros testes com células-tronco em seres humanos estão próximos de acontecer, relata o cientista Stevens Rehen, um dos maiores especialistas do Brasil nesse assunto. Segundo o pesquisador, que trabalha na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), quem está mais próximo de testar uma terapia usando células-tronco é a empresa Geron, dos EUA, que estuda técnicas para regenerar lesões na medula espinhal.
Na semana passada, um estudo da Universidade Stanford provou que é possível converter células da pele diretamente em neurônios, sem que seja necessário transformá-las antes em células-tronco.
Fonte:G1
Na semana passada, um estudo da Universidade Stanford provou que é possível converter células da pele diretamente em neurônios, sem que seja necessário transformá-las antes em células-tronco.
Fonte:G1
domingo, 31 de janeiro de 2010
Comunicação entre peixes
Pesquisadores estudaram a espécie 'Synodontis schoutedeni', que produz um som 'ardido' ao esfregar o espinho de suas barbatanas em ranhuras localizadas no ombro. Os pequenos gritos dos bagres servem para avisar os parentes sobre predadores e para competir com membros da própria espécie.
BMC Biology (apud G1)
BMC Biology (apud G1)
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Meteoro cai nos EUA-Tirado de G1.com
Um meteorito que caiu na terra deixou um rastro de luz e se desintegrou em um grande clarão no meio-oeste americano. Uma webcam instalada no telhado de uma universidade na cidade de Madison, no estado de Wisconsin, registrou o momento. A luz chegou a ser vista também nos estados de Missouri, Illinois e Iowa. Aparentemente, o corpo celeste não causou estragos. (Foto: AP)
CAI UM MITO-Planta 'carnívora' na verdade só come fezes de pequenos mamíferos. FONTE-G1
Mulher com ‘quatro seios’ diz que médico afirmou que ela ficaria linda -- FONTE:G1